Diário da Manhã

Hein, podemos contar uns com os outros?!

Não faz muito, acho que até já escrevi aqui, dei de cara com uma indagação do filósofo nova-iorquino Richard Rorty: “Que tipo de mundo podemos preparar para os nossos bisnetos?” Chega doer de tão singelo!

Quem se habilita a responder?

Desde 700 antes de Cristo milhares de filósofos falam e escrevem coisas que, em ultima, instância, poderiam ou deveriam iluminar o caminho para chegar a uma resposta consequente e apaziguadora de nossas angustias.

Nesse nosso duríssimo lufa-lufa cotidiano de hoje pela sobrevivência física e mental também está embutido um anseio por um amanhã melhor.

Olhamos para filhos e netos pensando nos bisnetos e indagamos: que mundo vamos deixar para eles?

Queremos e ansiamos pelo paraíso terreno.

Mas titubeamos no momento de agir!

Lá nos anos de 1960 uma parte de nossos professores de filosofia, tidos como revolucionários, nos ensinaram que o mundo bom para nossos bisnetos somente seria alcançado na marra, na pauleira, com o sangue chegando às canelas.

A violência como método de redenção da humanidade passou a circular nas veias de uma nova geração. Tal método foi construindo, como colcha de retalho, com a junção de expressões de vários pensadores.

E a violência nos trazia a impressão de que com ela tudo seria mais rápido, ao contrário das alternativas que pareciam exigir muito individualmente. A coisa na marra é curta e grossa: quebra logo e faz tudo novo agora.

Quando ouvimos a frase “A violência é a parteira de toda velha sociedade que traz uma nova em suas entranhas”, teve gente que foi ao orgasmo...

Tem uma frase que citamos várias vezes em debates nas aulas de filosofia que era atribuída ao francês Denis Diderot que ilustra isso: “O homem só será livre quando o último rei for enforcado nas tripas do último padre”. Sacaram? Com reis e padres vivos nossos bisnetos nunca seriam livres para construir a felicidade geral.

O alemão Karl Marx deve ter lido esse francês: “A abolição da religião como felicidade ilusória do povo é necessária para a felicidade real.” E com esse seu modo de pensar foi determinando que atropelar burgueses e capitalistas era essencial para um amanhã bom para todos.

Com rapidez estonteante a tese do bota pra quebrar amorcega o Século XX. Até dos templos onde rezavam e agradeciam a infinita bondade de Deus saíram pastores de almas avaros por sangue.

Fomos, sutil e inexoravelmente, sendo condicionados para o confronto como se consenso fosse obra do demônio.

Claro que num contexto desses ninguém daria qualquer atenção para a conversa de Ricahrd Rorty, um nova-iorquino (seria conversa de boi dormir!), carregada de uma horrorosa, de uma escandalosa simplicidade: “Se podemos contar uns com os outros não precisamos depender de mais nada.”

Boas festas e que um dia possamos contar uns com os outros!

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