A crença que ilumina é a mesma que pode nos cegar!

Ivaldino Tasca. Jornalista (itasca@uol.com.br)

Ando relendo textos antigos (é difícil entender o hoje tecnológico que teima em se reportar às bruxas da Idade Média) e outo dia reli algo que escutara ainda imberbe: “as crenças de um individuo dão sentido à sua vida; se tirá-las o que vai restar a ele?” Na “Folha de S.Paulo” li frase de Noahm Chomsky, ícone de intelectuais latinos, que se encaixa na abordagem: “A esquerda deveria fazer autocritica muito séria, examinar o que deu errado em todas as oportunidades que foram desperdiçadas porque sucumbiu à maldição da corrupção e planejamentos falhos”.

Sim, tirar o que alimenta o espirito gera o NADA: são nossas crenças que dão força para aguentar o tirão para seguir adiante, que iluminam os caminhos escuros, nos tranquilizam nas tempestades e aglutinam companheiros ao lado para encarar a jornada.

Quase perfeito não tivessem – nossas crenças – enigmática, traiçoeira, poderosa capacidade de nos cegar, fazer andar em círculos! De piorar o que sempre criticamos, de fazer mentir à exaustão. Mais do que isso: de instalar o inferno no local onde achávamos que construíamos o paraíso.

Pimba! Eis algo interessante para lubrificar nossas ideias de hoje em dia.

A crença é combustível indispensável da vida. A questão é: por que ela pode virar superstição? Em que circunstância nos transforma em incautos fanáticos? Por que se transforma em paixão, naquela paixão juvenil avassaladora que leva ao suicídio?

Ao refletir sobre o emblemático ano de 1968 com a mente em 2018 fico zonzo ao constatar como as crenças de antanho nos fazem agarrar o velho como se fosse algo novo, libertador! Agarrar o populismo de Lula para quem “a culpa do Brasil estar assim hoje é da Dilma, que não soube governar”. Na esbaforida teoria do “coitadismo” sempre os outros são os culpados?

Fico com a incomoda sensação de que no Brasil (e na América do Sul) o passado nada nos ensina. Cinquenta anos depois vigora a mesmice, a mesma ladainha! Verificar que as crenças de 1968 (tidas como as melhores) jogaram o País no caos questionamos a sanidade da nossa dialética!

E indago: por que cargas d’água não assimilamos que as escolhas – na trilha da crença – devem ser diárias? Por matraquear frases feitas sem tirar lições dos fatos? Sem perder a mania de culpar os outros como Lula ao chamar a senadora e presidente do PT Gleisi Hoffmann de incompetente, pois “prometeu parar o Brasil e não cumpriu”.

Nesta hora, para incomodar ganha força provérbio russo citado no “Arquipélago Gulag”, livro de Alexander Soljenitsin: “Não se deve... não se deve remexer no passado. Aquele que recorda o passado perde um olho... Aquele que o esquece perde os dois!” O Chomsky deveria usar sua influência nas mentes de cordeiro domadas pelo centralismo democrático para tirar o mofo das mentes que desejam nos liderar!

Quem acreditou que “tínhamos que falar de flores” e seguir a canção indaga: por que a lição continua antiga? Quem recorda Geraldo Vandré de 1968? Tenham paciência e reflitam: “Os amores na mente/As flores no chão/ A certeza na frente/A história na mão/Caminhando e cantando/ E seguindo a canção/ Aprendendo e ensinando/ Uma nova lição”. Nova lição com Lula, Chaves, Maduro?

Afinal, de que nova lição o passado está falando?

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