Especial | Dia Internacional da Mulher - 2016

Um tabu quebrado

Um tabu quebrado
Foto: Matheus Moraes / DM

Na segurança privada ou na direção, mulheres de Passo Fundo provam a cada ano que não existe profissão designada apenas para um sexo

O Dia Internacional da Mulher, na sua origem, é celebrado em razão das lutas femininas nos Estados Unidos e Europa, em meados do século XX. A data também é marcada pelas conquistas que as mulheres obtiveram ao longo dos anos e preconceitos que foram quebrados. O machismo - que cada vez mais perde força, mas que ainda está presente na sociedade – é uma das principais lutas da força feminina na busca por igualdade. O direito de igualdade que elas, pouco a pouco, precisam batalhar para dominar. Em Passo Fundo, mulheres se aventuram em profissões que, até poucos anos atrás, eram mantidas pela sociedade como masculina. No entanto, com coragem e persistência, puderam provar que o tabu está quebrado.

A segurança privada é uma área que as mulheres conquistam espaço a cada ano. Em uma empresa de monitoramento de Passo Fundo, Luana Patrícia Schleiner é a única mulher da equipe de vigilância, composta por 15 pessoas. Há quatro anos na empresa, a profissional iniciou como vigilante antes de passar para o monitoramento. ''Eu comecei na profissão como vigilante. Só que eu gostava muito de andar de moto e pedi para trabalhar no monitoramento. Falei com o meu chefe, que aprovou a ideia. Eu amo o que faço, gosto do meu trabalho. Estar na rua, pra mim, é a melhor coisa. É um trabalho que me faz bem e me motiva'', afirma. Para a profissional de monitoramento, a profissão deve ser encarada com olhos bem atentos. ''Eu não tenho dificuldade nenhuma com a questão da segurança. Só que para fazer isso, você precisa estar bem preparada. Nós temos a segurança na veia, é algo que precisamos dar sangue'', ressalta.

Dirigir um caminhão ou ônibus de transporte coletivo exige grande poder de concentração, agilidade e, sobretudo, força. O último atributo que Lilian da Cunha Chaves garante que a população ainda se espanta quando a vê comandando o caminhão de coleta de lixo da Companhia de Desenvolvimento de Passo Fundo (Codepas). ''Dirigir o caminhão dá uma sensação boa, de liberdade. As pessoas ainda estranham um pouco, têm um pouco de espanto, mas sinto que não é por preconceito, mas admiração. É um ato de coragem ou de liberdade fazer também o que antes só homens faziam. Nós mostramos que as mulheres também podem'', relata a motorista.

Lilian Chaves relata que é uma experiência diferente, porque o convívio de colegas é extremamente maior entre homens do que mulheres. Segundo a motorista, atualmente duas mulheres dirigem na empresa – ela, que trabalha com o caminhão de lixo, e outra funcionária que dirige o transporte coletivo. ''Nós convivemos muito mais com homens do que mulheres nesse meio. Mas não encaramos isso como um problema, porque isso não é mais um tabu, algo de outro mundo. A mulher está cada vez mais ocupando seu espaço na sociedade. Isso é normal, tanto que existem mulheres que dirigem, são mecânicas, que ocupam lugares que em outros tempos eram só dos homens'', declara.

Uma profissão também das mulheres
De acordo com Luana Schleiner, o início na profissão foi complicado, em meados de 2012. Para ela, na época, havia um clima estranho que pairava, em razão de uma mulher trabalhar na área segurança. ''No começo eu percebia que o pessoal me cuidava bastante, me olhava diferente. Talvez fosse um receio por eu ser mulher e trabalhar com segurança. Mas eu peguei confiança e meus colegas confiaram em mim também. Hoje, o respeito é muito grande, não há preconceito. Apesar de ser a única mulher no monitoramento daqui, sou tratada como devo ser, com extrema naturalidade'', completa.

A aceitação das mulheres em todas as profissões é maior, segundo Lilian Chaves. Conforme ela, aliado a isso está a diminuição do preconceito. Motorista há seis anos na empresa, ela revela que a realidade era outra no tempo em que estava ingressando no meio. ''A realidade de hoje é diferente. A aceitação é maior, o que fez diminuir o preconceito da sociedade. Claro que sempre vai existir ignorância por parte do ser humano, seja de homem ou até mesmo das próprias mulheres. Há seis anos como motorista da empresa, Lilian Chaves trocou de transporte há pouco mais de seis meses, quando começou a trabalhar no caminhão da coleta de lixo. Antes disso, foram cinco anos enfrentando o fluxo de trânsito de Passo Fundo como motorista de ônibus. ''Quando eu entrei na empresa, o preconceito era forte. Era um horror, porque as pessoas pensavam que era algo estranho, que talvez nós não déssemos conta. Pouco a pouco fomos mostrando que estavam erradas'', conclui.  

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  • Foto: Kassiê de Carvalho / DM

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