Diário da Manhã

Economia

Alimentação contribui para a queda da inflação

Autor: Vinicius Coimbra
Alimentação contribui para a queda da inflação
Foto: Vinicius Coimbra/DM

Índice fechou 2017 em 2,95%, resultado é 3,34% inferior ao registrado em 2016. É o menor número desde a taxa de 1998

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, fechou em 2017 com alta acumulada de 2,95%, abaixo do piso da meta fixada pelo governo, de 3%. O resultado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira (10) e é 3,34% inferior aos 6,29% registrados em 2016. É o menor número desde a taxa de 1998, que ficou em 1,65%.

O comportamento dos preços de alimentação e bebidas, que têm o maior peso no cálculo do índice, explicam a desaceleração da inflação. Com o aumento de 30% da safra, os alimentos ficaram 1,87% mais baratos. Com isso, os preços dos alimentos consumidos em casa fecharam o ano em baixa de 4,85%, sob forte influência das frutas, cujos preços tiveram redução de 16,52%.

Se os alimentos contribuíram para reduzir a inflação de 2017, principalmente em razão da safra recorde, outros três segmentos – Habitação (6,26%), Saúde e Cuidados Pessoais (6,52%) e Transportes (4,1%)) - foram os grupos que mais influenciaram positivamente o índice, com contribuição de 2,45 pontos percentuais para a alta do IPCA/2017, que fechou o ano em 2,95%. Segundo o IBGE, no grupo Habitação, as principais influências da alta vieram de produtos como o gás de botijão, que subiu 16%, taxa de água e esgoto (10,52%) e energia elétrica (10,35%).

Já a gasolina, com alta de 10,32%, foi o produto que mais subiu no grupo Transportes. Além do reajuste nos tributos (Programa de Integração Social/ Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - PIS/Cofins), foram concedidos 115 reajustes nos preços, com um aumento acumulado de 25,49% somente entre 3 julho a 28 de dezembro do ano passado. Segundo o IBGE, “essa variação [que faz parte da nova política de preços da Petrobras] objetiva acompanhar a taxa de câmbio e as cotações internacionais de petróleo e derivados”.

A variação nos preços de Saúde e Cuidados Pessoais foi influenciada pelo aumento nas mensalidades dos planos, que ficaram 13,53% mais caros, e dos remédios (4,44%). “O resultado deve-se ao reajuste concedido pela Agência Nacional de Saúde (ANS), de até 13,55% para os planos de saúde, e pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, de até 4,76%”, informou o IBGE.

Alimentação consumida em casa influencia índice

Segundo o IBGE, no grupo dos alimentos, após sete meses consecutivos de variação negativa, a mudança de -0,38% em novembro para 0,54% em dezembro ocorreu por conta da alimentação consumida em casa. Ela passou de -0,72% para 0,42%. Já os principais impactos individuais no índice do mês, ambos de 0,09 ponto percentual, foram exercidos pelas passagens aéreas (alta de 22,28%), e pela gasolina (o preço do litro ficou, em média, 2,26% mais caro). Juntos, com impacto de 0,18 ponto percentual, esses dois itens representaram 41% do IPCA de dezembro. Eles também foram os principais responsáveis para que o grupo Transportes (1,23%) apresentasse a maior alta no mês, considerando-se, ainda, o aumento de 4,37% do etanol, com impacto de 0,04 ponto percentual.

De acordo com a economista e professora da Universidade de Passo Fundo (UPF), Cleide Moretto, o resultado tem relação com o período de recessão enfrentado na economia brasileira. “A inflação só se manteve baixa em função da crise. Quando a inflação fica muito baixa é sinal que ainda estamos deprimidos e isso envolve emprego, envolve renda”, afirma. “Nó temos que pensar outras possibilidades e instrumentos para que a economia alavanque novamente e volte a sinalizar estabilidade positiva no futuro. Por outro lado, a economista afirma que o resultado tem pontos positivos, principalmente quando levado em conta o histórico do país. “Para quem já conviveu com 80% de inflação ao mês antes do Real, isso é uma conquista no sentido que temos uma economia em que a ilusão monetária é bem menor e isso é bom para os processos e tomadas de decisões no nosso dia a dia”, diz.

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