Diário da Manhã

Meio Ambiente

Focos de dengue aumentam em Carazinho

Autor: Rodolfo Sgorla da Silva
Focos de dengue aumentam em Carazinho
Arquivo DM

Notificação de três casos suspeitos da doença em Passo Fundo também causa preocupação às autoridades

O ano virou e também mudou o quadro que se tinha na cidade referente à dengue. De uma situação considerada estável em 2017, agora o momento é de preocupação para as autoridades de saúde de Carazinho.

Os focos da doença aumentaram. “Estamos bastante preocupados porque os focos aumentaram muito, cerca de 30%. Existem locais chamados pontos estratégicos, que nós monitoramos permanentemente, e todos registraram um aumento de cerca de 30% na infestação. Ou seja, essa situação atinge a cidade toda”, relata Maria Emília Diehl, supervisora dos trabalhos de campo de combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue e outras doenças.

Atualmente, os trabalhos dos agentes com relação ao mosquito estão concentrados no bairro Conceição. “Temos encontrado muitos focos aqui. O maior problema em Carazinho atualmente em relação à dengue são os pneus abandonados. Há uma quantidade enorme de pneus abandonados que se tornam criadouros. Outro problema são caixas d'água e outros materiais usados para armazenar água da chuva. As pessoas não tratam essa água e não tapam as caixas d'água, por isso elas se tornam um foco do mosquito”, revela Emília.

Um fator positivo é que, ao menos, Carazinho não tem casos confirmados nem suspeitos da doença. “Mesmo assim, com a notificação de três casos suspeitos de dengue em Passo Fundo, o momento é de preocupação”, cita. Em Carazinho, a Câmara de Vereadores aprovou um projeto de lei que permite a contratação emergencial de mais agentes para a Secretaria de Saúde. Nos próximos dias, os primeiros chamados devem começar a trabalhar.

LIRAa

Em novembro, a Secretaria municipal de Saúde realizou o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), cujo resultado foi de 2,5, considerado estável. “Se fôssemos fazer um LIRA hoje, acredito que o resultado seria o dobro do registrado em novembro. Geralmente esse estudo acontece no início do ano, mas até agora o Ministério da Saúde, que é quem determina a realização do LIRAa, não informou nada. Creio que o próximo LIRAa aconteça em fevereiro ou no mais tardar em março”, projeta a supervisora dos trabalhos de campo de combate ao mosquito em Carazinho.

Clima não contribui

Outro fator negativo para evitar a proliferação da dengue em Carazinho é o clima. “Vivemos um período de chuvas constantes e muito calor. Isso acelera o ciclo do mosquito, ou seja, ele se desenvolve muito mais rápido do que o habitual”, explica Emília.

Dengue em Não-Me-Toque

Em Não-Me-Toque, 2018 também começa com um aumento nos focos do mosquito da dengue. “Essa é uma situação que acontece em toda a região e creio que se deve ao verão. Em Não-Me-Toque estamos tendo muitos problemas com piscinas. As pessoas deixam a mesma água por uma semana, 15 dias e o local acaba se tornando um criadouro. Ao menos não temos casos suspeitos nem confirmados da doença na cidade”, explica o secretário de Saúde de Não-Me-Toque, Marco Costa.

 

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