Diário da Manhã

Saúde

Retorno às aulas requer adaptações na rotina

Autor: Daniel Rohrig
Retorno às aulas requer adaptações na rotina
Foto: Daniel Rohrig/DM

Durante as férias, os cadernos e livros dão espaço às brincadeiras em horários muitas vezes diferentes da rotina ao longo do ano letivo. O retorno do cronograma regrado requer alguns esforços para que os antigos hábitos sejam retomados, conforme recomendam especialistas no assunto

Na próxima quarta-feira, 14 de fevereiro, mais de cem alunos da educação infantil da escola onde a coordenadora pedagógica, Janice Tedesco, trabalha voltarão às aulas para o ano letivo 2018. Nesta instituição da rede particular de Passo Fundo, as aulas para essa faixa etária ocorrem no turno da tarde, fator que não interfere na preparação intensa para receber novamente os pequenos. “Todos os anos nós promovemos uma preparação para os professores a respeito da adaptação dos alunos à rotina escolas. Quando a gente fala de adaptação, não inclui somente aquela adaptação de horários, mas também, no sentido de preparar aquela criança para o ambiente escolar que ela passa a frequentar”, explica a educadora.

A instituição de ensino considera este tema de fundamental importância dentro da grade curricular, já que interfere diretamente no rendimento dos alunos. “Os pais também entram neste processo de adaptação, já que enfrentam uma separação maior dos filhos a partir do momento em que eles começam a estudar. Nós oferecemos um suporte para estas famílias durante as primeiras semanas, para que todos se sinam confortáveis com este retorno”, frisa Janice.

A técnica segue a mesma linha das recomendações da pediatra, Luciane Martignoni, que defende um diálogo aberto entre pais e filhos antes das aulas retornarem. Para ela, a conversa deve ocorrer dias antes do início do ano letivo. “Nós recomendamos que haja um diálogo preparatório, pelo menos, cinco dias antes do primeiro período de aula. Até porque, para os mais pequenos, esse entendimento acontece aos poucos. Se for de maneira abrupta, mais chances de haver rejeição àquela nova rotina”, explica a profissional.

Entre os métodos de adaptação, a pediatra recomenda ações simples e que podem contribuir para facilitar o bom relacionamento dos filhos com a escola. “Além de explicar que as férias estão acabando, nesses dias que antecedem o início das aulas, é bom colocar os filhos para dormir mais cedo, e consequentemente, despertá-los mais cedo também. Não é bom fazer isso no último dia de férias porque o organismo demora um pouco para assimilar essa transição”, destaca Luciane.

Nem todas as escolas incluem a educação infantil na grade curricular do turno da tarde. Na instituição na qual Janice atua, os pequenos estudam entre as 13h30 e as 17h30, horário considerado menos difícil para a adaptação inicial das crianças. “É claro que o professor do primeiro período trabalha com dinâmicos mais leves, até para instigar a integração dos alunos com os colegas e também para não deixar a atividade monótona em um primeiro momento. Já há todo um cuidado com isso”, explica a coordenadora pedagógica.

Mesmo que a criança que estude na parte da tarde, a pediatra Luciane destaca que elas precisam acordar ao menos até as 9 horas da manhã. “Uma criança em fase de crescimento precisa, ao menos, entre oito até dez horas de sono por dia. Nesse sentido, nós recomendamos que elas estejam prontas para dormir no máximo até dez horas da noite e que não tenham um sono prologando após as nove horas da manhã. Isso implica nas tarefas, no apetite e em uma série de outras coisas”, destaca a profissional.

Técnicas de adaptação

É comum que durante as férias as crianças passam a dormir e acordar mais tarde do que no restante do ano. A dificuldade de retornar à vida escolar pode provocar interferências na concentração e até atrapalhar nas notas, conforme Luciane. “O melhor de tudo é a conversa. No momento em que os pais começam a registrar a informação de que aquela rotina agitada está acabando e que as aulas vão começar, a criança aos poucos vai entendendo todo aquele contexto. Isso é fundamental para que esta volta ocorra de forma tranquila e sem resistência por parte deles”.

Entre as técnicas recomendadas está a controlar o acesso a jogos eletrônicos e outros aparelhos que estimulem a atenção das crianças em períodos noturnos. Também, deve-se evitar brincadeiras agitadas pouco antes de dormir, bem como alimentos pesados e que dificultem a digestão. Durante o sono, as crianças liberam hormônios importantes para o funcionamento do organismo, como a insulina. Desta forma, o corpo consegue se tornar mais resistente a doenças. “Criança que não dorme bem tem tendência a contrair infecções”, completa Luciane.

Adolescência 

Para os alunos do ensino fundamental e médio, o principal inimigo é o relógio, assim como sinaliza a coordenadora pedagógica, Janice Tedesco. “Temos um desafio de explicar que aquela rotina noturna vai precisar mudar um pouco e que logo cedo eles precisam estar na escola e, para isso, vão precisar de uma boa noite de sono para não deixar o rendimento cair. Nas primeiras semanas, temos um pouco mais de cuidado para trabalhar esse retorno”, entende. Na adolescência, a necessidade de horas dormidas diminui para entre seis e oito horas por noite, número que também serve para os adultos.

As fases do sono

O ciclo do sono é dividido em dois grandes grupos, cada qual com sua especificidade fisiológica. São eles o sono NREM (movimento não rápido dos olhos, traduzido do inglês) e o REM (movimento rápido dos olhos).  Como o ciclo completo dura cerca de 90 ou 100 minutos, ele é repetido de quatro a seis vezes por noite. O sono NREM vem antes e possui quatro estágios. É essencial para a recuperação da energia física, pois é nele que existem o descanso profundo e menor atividade neural:

Estágio 1: fase de sonolência, de transição entre o estado de vigília e o sono, quando a pessoa pode ser facilmente despertada. Melatonina – hormônio responsável por regular o sono – é liberada. Já há redução do tônus muscular.

Estágio 2: o sono vai ficando progressivamente mais profundo e já é mais difícil para a pessoa ser despertada. A atividade cardíaca é reduzida, os músculos relaxam e a temperatura do corpo cai.

Estágio 3: junto com o estágio 4, forma o período do sono conhecido como Delta, o mais profundo. É muito semelhante à fase seguinte. O tônus muscular diminui progressivamente.

Estágio 4: fase mais profunda do sono. Ocorrem os picos de liberação de GH – hormônio do crescimento – e leptina – hormônio que controla o apetite. Cortisol também começa a ser liberado até atingir seu pico no início da manhã.

Após o estágio 4, a pessoa passa novamente pelos estágios 3 e 2 e entra então no sono REM. Na fase REM, em que os olhos se movimentam rapidamente e a maioria dos sonhos ocorre, há máximo relaxamento muscular e intensa atividade cerebral. A temperatura e as frequências respiratória e cardíaca voltam a aumentar. É neste momento que o que aprendemos durante o dia é processado e armazenado. Embora não resulte em um descanso profundo, é essencial para a recuperação emocional. Humor, criatividade, atenção, memória e equilíbrio estão ligados a ele.

Fonte: USP

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