Saúde

Cirurgias de urgência e emergência dos não-me-toquenses tem sido realizadas em Carazinho

Autor: Alessandro Tavares
Cirurgias de urgência e emergência dos não-me-toquenses tem sido realizadas em Carazinho
Foto: Divulgação

Bloco cirúrgico e CME do Hospital Alto Jacuí precisa passar por reformas e, até que a situação esteja regularizada, pacientes tem sido encaminhados ao HCC 

Com uma população estimada em 17.185 pessoas, conforme a última estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e com dois hospitais na cidade, a partir deste mês de fevereiro, Não-Me-Toque passou a transferir para o Hospital de Caridade de Carazinho (HCC), os pacientes que precisam passar por procedimentos cirúrgicos de urgência e emergência, incluindo cesarianas via Sistema Único de Saúde. Parte dos procedimentos demandados pelos  não-me-toquenses vinham sendo feitos junto do Hospital Beneficência Alto Jacuí, que está interditado temporariamente até que se conclua reparos e aquisições de equipamentos exigidos pela Coordenadoria Regional de Saúde. P

Para tanto, segundo o prefeito de Não-Me-Toque, Armando Ross, até que tal situação persista, o município se propôs a disponibilizar ao HCC, em Carazinho, o valor que vinha repassando ao Hospital Alto Jacuí para o atendimento de tal demanda. O auxílio mensal seria de, aproximadamente, R$ 35 mil. Conforme o prefeito, a tendência é de que a situação permaneça desta forma por mais algumas semanas, até que as adequações no Hospital em Não-Me-Toque estejam concluídas.

Ross explica que a expectativa é de que, em curto prazo, os trabalhos sejam retomados, pois o Hospital já fez a aquisição dos equipamentos que lhe eram exigidos e dos quais é aguardada a entrega e a instalação. As reformas já estão sendo providenciadas. O prefeito acredita que, no mais tardar em 60 dias, os procedimentos voltem a ser todos realizados no Hospital daquela cidade.

Quanto aos partos, nos próximos três meses, pelo mapeamento feito pela Secretaria de Saúde, devem ocorrer 18 procedimentos. “Estamos, inclusive, proporcionando o transporte das nossas gestantes para que, antes do parto, as mães possam conhecer as equipes médicas em Carazinho e a estrutura que se tem lá, até para que elas se sintam tranquilizadas”, comenta o prefeito.

Conforme Roos, de forma prática são poucas alterações diante da condição, uma vez que, para os procedimentos considerados mais complexos, o HCC já é a referência de Não-Me-Toque. Para a Prefeitura, a possível diferença que se perceberá será quanto ao provável aumento na despesa com o transporte de pacientes. Os plantões médicos durante as noites e madrugadas seguem sendo realizados no Hospital Alto Jacuí.

A Administração Municipal de Não-Me-Toque chegou a procurar o Hospital Notre Dame Julia Billiart, também naquela cidade, no intuito de que este atendesse a demanda extra, ao menos temporariamente. No entanto, as negociações não evoluíram, pois conforme o prefeito, o valor que foi reivindicado por tal Hospital era muito superior ao montante que acabou sendo acordado com o HCC.

O diretor do HCC, Felipe Sohne, comenta que a demanda exposta por Não-Me-Toque é considerada, até então baixa e o número de pacientes atendidos varia semanalmente. Sohne frisa que o HCC tem plenas condições de atender a demanda temporária e ressalta que os atendimentos de cirurgia eletivas continuarão sendo feitos em Não-Me-Toque. As demandas, por ora, se referem apenas a urgências e emergências. A maior parte de tais atendimentos conforme o administrador do HCC tem sido realizadas durante o dia.  

Hospital Alto Jacuí pretende pedir nova vistoria em 15 dias

De acordo com a administradora do Hospital Alto Jacuí, Darcieli Lima, as adequações que foram apontadas pelo setor de Vigilância Sanitária, da Coordenadoria Regional de Saúde, com sede em  Passo Fundo, estão sendo providenciadas e a meta é de que, em 15 dias tudo esteja organizado para que uma nova vistoria possa ser solicitada.

“Estamos fazendo as adequações na parte física do Centro de Material Esterilizado (CME). Os equipamentos exigidos já foram comprados e os recebemos nesta quarta-feira (21)”, comenta a administradora. Conforme Darcieli, o investimento em tais adequações deve exigir do hospital um valor entre R$ 30 mil e R$ 40 mil.

O investimento será feito no intuito de que, no menor período possível, o hospital possa voltar a realizar os procedimentos cirúrgicos, ao ser retirada a interdição. No entanto, a gestora frisa que o hospital já tem, desde o ano passado, protocolado no Coordenadoria Regional de Saúde um projeto que prevê a construção de um novo CME e de um novo bloco cirúrgico. A intenção é que a construção se inicie ainda no primeiro semestre deste ano e deve exigir um montante de pelo menos R$ 700 mil. Parte destes valores a entidade pretende contar com recursos de emendas parlamentares.

“Para nós, foi uma surpresa a interdição pois tínhamos recebido, em outubro, um auto de infração que respondemos de modo físico e eletrônico. Depois disso, não nos pediram mais nada, portanto foi uma surpresa quando nos foi noticiada a interdição do serviço, em 08 de fevereiro. Os equipamentos exigidos vem para qualificar,  mas o setor nunca deixou de  fazer algum procedimento pela falta deles”, comenta a administradora. O CME é o local onde é feita  a esterilização de todos os materiais que são  utilizados no hospital.  

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