Agro Diário

Expectativa é positiva para os produtores de leite

Autor: Redação Diário da Manhã
Expectativa é positiva para os produtores de leite
Foto: Fabiana Duarte/DM

Especialistas acreditam que preço do produto deve aumentar nos próximos meses

Os últimos meses não foram fáceis para os produtores de leite no RS. Alguns reclamam que os custos da produção são maiores do que o valor recebido ao vender o produto. Arno Eleonor Breitkreitz, de 69 anos, é um dos pessimistas com o cenário atual. “O grande problema agora é que o preço do leite caiu bastante”, disse. De acordo com levantamento feito pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), cerca de 25 mil produtores abandonaram a atividade no ano passado, no Estado.

Saída: é preciso se adaptar

O enfrentamento desse cenário foi pauta nas discussões do 14° Fórum Estadual do Leite, no terceiro dia da 19ª Expodireto. Um dos palestrantes, o zootecnista e consultor técnico em bovinos de leite em São Paulo (SP), Renato Palma Nogueira, afirma que o preço do leite tem uma oscilação natural e os produtores gaúchos precisam lidar com a competitividade, inclusive de concorrentes de fora do país, como os uruguaios. “A seleção natural acontece em todas as áreas. Temos que olhar para as nossas propriedades, ter bons técnicos e fazer a lição de casa para sobreviver”, afirmou. “O preço do leite é um determinante: quando está bom para todo mundo, não precisa ser tão eficiente, mas quando a margem começa a apertar ou você melhora ou sai [da produção].”

Nogueira é otimista em relação aos preços nos próximos meses, que hoje gira em torno de R$ 1 por litro paga ao produtor. “Acredito que estamos na baixa do ano ainda. Tem margem para o preço do leite melhorar pelo menos uns R$ 0,30 por litro”, projetou.

Recuperação da economia pode ajudar

A retomada dos preços não significa, porém, a volta aos resultados registrados em 2016, quando os produtores vendiam o litro do leite a R$ 1,70 e, em alguns casos, aproximava-se a R$ 2. Naquele ano, o preço chegou a esse patamar por uma questão de pouca oferta do produto no mercado, o que inflacionou o preço. O aumento no preço poderia beneficiar a entrada do produto de outros países, como o  no país vindo de vizinhos, como o Uruguai, mais barato do que o leite gaúcho.

Por isso, a produção do mercado lácteo deve ser acompanhada também  por uma retomada no consumo das famílias brasileiras, em um cenário de estabilização da economia brasileira, que se recupera aos poucos após a crise dos últimos anos. Assim, a busca novamente pelo consumo de lácteos gerará um aumento na demanda ao mercado, que agora está equilibrado.

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