Agro Diário

Chegada antecipada do frio deve beneficiar produção de trigo

Autor: Redação Diário da Manhã
Chegada antecipada do frio deve beneficiar produção de trigo
Foto: Matheus Moraes / DM

Grão deve ser favorecido com chegada antecipada da estação em paralelo ao clima seco com falta de chuvas distribuídas no Estado

As condições climáticas são carro-chefe no quesito planejamento e preocupação para o ramo da agricultura. A necessidade de chuvas bem distribuídas é uma realidade para quem vive no campo e precisa da contribuição do tempo para realizar uma colheita positiva. Para externar o tema, o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ligado ao MAPA, Luiz Renato Lazinsky, realizou a palestra “Tendências Climáticas para Agricultura 2018”, no Auditório da Produção, na manhã do terceiro dia de 19a Expodireto Cotrijal.

Com uma grande estiagem no hemisfério sul, sobretudo na Argentina e na região Sul do Rio Grande do Sul, o meteorologista relata que o fator primordial que influencia a realidade da distribuição de chuvas se deve ao fenômeno La Niña. “Nós tivemos climas diversos na última safra. O La Niña influencia nosso clima. Não é muito forte, mas altera”, afirma. Se existe escassez de chuva, com médias bastante abaixo nessas regiões, o cenário é diferente na região Norte do Estado, na região de Não-Me-Toque e Passo Fundo. “Nossa região foi razoavelmente bem. As chuvas não foram em excesso, até um pouco abaixo da média, mas vieram na hora certa. Muitas lavouras ainda estão em período de enchimento de grão. Nós estamos observando que ainda se precisa de um pouco mais de chuva”, garante.

Para a outra parcela do Estado, a estimativa, de acordo com Lazinsky, é de que a tendência de chuvas abaixo da média prossiga ao longo de outono e inverno. “A região Sul está numa situação complicada. Não chove desde o mês de fevereiro. Choveu em pontos muito isolados. A tendência é que continue assim, o La Niña vai continuar com as chuvas irregulares naquela região, o que vai ocasionar em médias mais baixas que o natural.

Mesmo que a falta de chuva norteie o planejamento dos agricultores, a tendência climática, entretanto, deve contribuir para a produção do grão de trigo. “Para quem planta trigo, isso é muito bom. O trigo, por característica, gosta de um clima mais seco e mais frio. Acredito que para as culturas de inverno, essa situação vai ser bem favorável ao trigo”, ressalta.

Em virtude do Verão não ter oferecido semanas quentes, mas períodos reduzidos – de dois a três dias -, segundo Lazinsky, há sinalização de que o inverno, neste ano, inicie mais cedo e se estenda por mais tempo que o normal, com projeção para fim em setembro. “O frio deve chegar mais cedo. Nesse outono, inverno, as massas de frio chegam antecipadamente. O frio chega mais cedo e vai embora mais tarde neste ano”, acrescenta.

Informação facilita o planejamento rural

Há 20 anos na lavoura, o produtor rural Élbio Bordignon realizou um deslocamento de mais de 210 quilômetros até Não-Me-Toque nessa quarta-feira (7). Com propriedade em São Martinho da Serra, próximo de Santa Maria, ele veio até a feira para conferir as novas tecnologias do mundo do agro. Preocupado com a situação da falta de chuva, ele conta que utiliza de ferramentas para iniciar o planejamento na colheira. “A gente sempre busca a informação na internet, e também em outros meios. É uma questão que facilita bastante atualmente. Hoje o produtor pode se programar com antecipação no plantio da colheita”, conta.

Irrigação: aumento de 30% nos negócios  

A falta de chuva culminou no crescimento da comercialização de sistemas de irrigação nesta edição da Expodireto Cotrijal. De acordo com uma empresa do ramo, as vendas nos três primeiros dias superaram os números do ano passado de 25% a 30%. A maioria das vendas são exatamente para as regiões que mais precisam de chuva: metade Sul do Estado. O diretor superintendente da empresa, Siegfried Kwast afirma que o Estado levou cerca de três décadas para implatar 85 mil hectares irrigados no Rio Grande do Sul até 2010. De lá para cá, a evolução foi enorme. “De 2011 para até o presente momento, foram outras 85 mil hectares irrigados também. O mesmo volume em muito menos tempo. A expectativa é que, se os preços nos ajudarem, além de outros fatores, mais 85 mil hectares sejam irrigados em até cinco anos”, diz. “A agricultura irrigada é completamente correta. É um investimento para uma área já cultivada”, completa. Em todo o Estado, as regiões onde mais se encontram sistemas de irrigação são na região do Planalto, Bagé, Santo Ângelo e no entorno de Cruz Alta e Santo Augusto.

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