Agro Diário

Para pensar a lavoura do amanhã

Autor: Redação Diário da Manhã
Para pensar a lavoura do amanhã
Foto: Vinicius Coimbra/DM

Agricultura de precisão tem adesão crescente no país, mas enfrenta dificuldades, afirma especialista

A agriculta de precisão (AP) pode ser definida de diversas maneiras. Uma delas é como um conjunto de ferramentas e tecnologias que possibilita ao produtor conhecer toda a área para cultivo de maneira completa e que pode ajudar a aumentar o rendimento. “É uma ferramenta de gestão muito mais do que uma tecnologia. É uma ferramenta para o produtor ter números para saber o que está acontecendo”, afirma Marcio Albuquerque, presidente da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP). “Com números, o produtor tem mais chances de ser rentável do que aquele que está gastando e talvez nem esteja sabendo se está ganhando ou perdendo.” Sem esses números, os produtores podem ter mais gastos do que o necessário para produzir, além de desperdiçarem insumos e mesmo prejudicar o meio ambiente e o solo da propriedade.

Mesmo sem números oficiais, estimativa é que a AP esteja presente em no máximo 20% da área destinada à agricultura no país. “Ela tem avançado muito, tem uma taxa de adoção crescente”, afirma Marcio Albuquerque. No entanto, se a realidade brasileira for comparada à de outros países, a porcentagem mostra-se ainda baixa. Nos Estados Unidos, por exemplo, esse percentual chega perto de 70% da áreas destinadas à agricultura. A vizinha Argentina tem entre 30% e 40%.

Segundo o presidente da CBAP, existem alguns problemas para a expansão da AP no país. Uma delas é com a divulgação do assunto aos produtores, o que pode ser feito através de iniciativas como a Expodireto Cotrijal. O maior obstáculo, entretanto, está na mão de obra. “Hoje eu diria que o principal desafio é a formar gente capacitada para usar da melhor forma as tecnologias”, afirma. A escassez atinge todos os níveis, desde o operador das máquinas e chega a formação de engenheiros agrônomos com conhecimentos sobre o assunto.

A estimativa da CBAP é de que apenas 15% dos cursos de agronomia do país tenham o tema na matriz curricular. Com pouco espaço no ensino superior, as empresas acabam investindo em profissionais para atuarem na área, explica Albuquerque. “A tecnologia está mais rápida do que a gente está conseguindo formar de pessoal capacitado”, assegura. Há poucos espaços para a especialização no país. No Estado, existem algumas iniciativas como um curso técnico em Não-Me-Toque, e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que possui um programa de mestrado profissional.

Pesquisa na Universidade

Na mesma UFSM há uma iniciativa que visa avaliar essa ferramenta na região: o projeto Aquarius. Iniciado em 2000, é uma parceira entre a Universidade e as empresas Cotrijal, Massey Ferguson, Yara e Stara. O projeto é pioneiro em implementar no RS áreas comerciais com o ciclo completo de AP. O projeto foi inicialmente desenvolvido em duas áreas em Não-Me-Toque.

Atualmente conta com 16 áreas distribuídas no Alto Jacuí, que totaliza 729 hectares. Possui também um banco de dados que contém resultados de análises de solo e rendimento de culturas. “É um projeto de inovação. A gente procura trazer novos equipamentos, novas soluções, pensando sempre em como ter uma lavoura mais produtiva”, disse o coordenador do projeto, Telmo Amado. “O objetivo é pensar a lavoura do amanhã.” A iniciativa está presente na 19ª Edição da Expodireto Cotrijal. “Toda a pesquisa é feita nas propriedades e o produtor corrige os rumos. Temos uma pesquisa próxima à realidade dele”, afirma.

Um dos resultados destacados pelo coordenador é uma semeadora feita em parceria com a Stara, que consegue uma economia de entre 5% e 15% na quantidade de sementes utilizadas no processo de semeadura. Isso porque o desperdício é minimizado. “Essa semeadora não coloca [a semente] onde já foi colocada uma anteriormente. Quando se coloca duas vezes no mesmo lugar, baixa a produtividade porque uma planta concorre com a outra”, explica. Essa tecnologia é pioneira e foi publicada em uma revista especializada nos Estados Unidos.

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