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Ministro da Agricultura sinaliza aumento de recursos do Plano Safra

Autor: Redação Diário da Manhã
Ministro da Agricultura sinaliza aumento de recursos do Plano Safra
Foto: Matheus Moraes / DM

Blairo Maggi visitou expositores e participou de reunião com entidades, quando recebeu reivindicações. Ministro também garantiu que taxa de juros deverá ser reduzida a partir de julho

A vinda do Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, movimentou o Parque de Exposições da 19a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, no fim da manhã de quinta-feira (8), o quarto dia de atividades. Nas quatro horas que permanceu no Parque, Maggi concedeu uma coletiva de imprensa, visitou alguns estandes e participou de uma reunião com entidades do setor em conjunto com a direção da Expodireto.

O Ministro foi recebido pelo presidente da feira, Nei César Mânica, e pelo vice-presidente, Enio Schroeder. Na comitiva do ministro, estavam o secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel; o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), José Luis Ravagnani; o chefe da assessoria parlamentar, Daniel Amaral; o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller; e o vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil, Tarcísio Hubner.

Conduzido pela direção da Cotrijal e autoridades, como o secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul, Ernani Polo, e a senadora Ana Amélia Lemos, Blairo concedeu coletiva em frente ao estande do MAPA. Entre os assuntos abordados por Maggi, a taxa de juros para o meio agrícola, que se encontra superior à Selic. Segundo ele, a questão já está em fase de negociações para que haja redução da sua tarifa atual, que varia de 7,5% a 10%. A queda, por sua vez, só deve ocorrer a partir de 1o de julho, data na qual entra em vigor o Plano Safra. “Historicamente sempre tivemos juros agrícolas mais baixos que a Selic. É natural que caminhe para juros mais baixos dos atuais. Nós vamos defender a redução da taxa. Não vamos pagar futuramente os mesmos juros de hoje”, afirma.

Outro assunto pertinente para o meio rural foi a afirmação de que o Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019 deve se manter praticamente o mesmo do atual, em razão da vigência da Lei do Teto de Gastos, determinada pelo governo na emenda promulgada em 2016 na Constituição. Além disso, foi sinalizado pelo Ministro de que existe a possibilidade de um aumento do desconto para o produtor rural. “Os volumes de recursos serão praticamente os mesmos, já que a lei fala no ano total do ano passado mais a inflação. O que precisamos definir é se queremos taxas de juros mais baratas, nós vamos ocupar mais espaço financeiro. Então vamos reduzir a equalização. É uma situação que não tem para onde correr”, diz.

ELEIÇÕES

Um dos remanescentes no posto do governo federal, o ministro comentou que não pensa em disputar cargos nas eleições deste ano. Por isso, afirmou que já havia comunicado Temer de sua permanência. “Há muito tempo venho pensando em não concorrer. Já havia tomado essa decisão. Se eu saísse agora, nós teríamos um novo ministro até o dia 31 de dezembro. São pouco mais de nove meses, uma descontinuidade de tudo o que foi feito. Eu sou do setor, eu sei o quanto isso incomoda e atrapalha e o quanto isso atrapalharia as coisas que tentamos fazer no ministério”, declara.

CARNE FRACA

Quanto a 3a fase da operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal na última segunda-feira (5), no primeiro dia de Expodireto Cotrijal, o Ministro relatou que o processo caminha bem e que as providências estão sendo encaminhadas. Ele reiterou que, comparado à primeira fase, ainda em 2017, os esclarecimentos desta vez permitiram que não houvessem tamanha repercussão negativa. “É uma operação que mexe com o mercado. Tenho um time ajeitado, que conhece o que precisa ser feito. Em 2017 saímos correndo dar explicações e a forma de comunicação não foi como deveria ter sido. Dessa vez fizemos uma nota imediatamente para mandar aos embaixadores que estão no Brasil para que cuidem nossos mercados”, relata.

Ainda assim, ele acredita que a rigidez do Ministério faz com que o processo caminhe de forma natural. “É um processo que caminha bem. Não houve internamente a repercussão da outra vez. Estamos vivendo um outro momento. Os próprios frigoríficos reclamam da nossa rigidez. Mas pelo o que aconteceu agora e pela reação do mercado, percebemos que estamos no caminho certo para dar garantias ao mercado interno para os consumidores brasileiros e estrangeiros”, completa.

REIVINDICAÇÕES

Sobre o Funrural, imposto sobre a produção agropecuária, Blairo declarou que não acredita em ambiente político e nem fiscal para um quadro de reversão do programa de renegociação das dívidas. “É um assunto muito mascado. Tem muitos interesses ou muitas formas de negociação que já foram feitas. O Congresso e o governo fizeram o que podiam fazer. Não acredito em ambiente político para isso e nem espaço fiscal. O que poderá mudar é que, se o Supremo fizer alguma modulação, ou se derrubar os vetos que o presidente Temer fez em algumas cláusulas da lei. Pra mim, a única alternativa é a derrubada dos vetos”, pontua.

A respeito da situação do leite, que mostra situação complicada para os produtores brasileiros, o Ministro afirmou que a agricultura acaba pagando a conta da indústria, em razão de que o superávit na balança comercial nacional sobre a Argentina é de R$ 8 bilhões de dólares, enquanto existe R$ 3 bilhões de déficit na agricultura, segundo ele. “O leite é preocupante porque estamos ao lado da Argentina. A situação tem incomodado muito. Tivemos reuniões com produtores que pedem mudanças no Mercosul. O Brasil tem esse superávit comercial sobre a Argentina, mas a gente separa a agricultura com déficit. É a agricultura que paga a conta da indústria”, argumenta.

Articulação para alterar regras do Mercosul

Algumas entidades representativas, como a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro); da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag); Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul); e Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), se reuniram com a direção da Expodireto Cotrijal, com o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, Secretário Estadual da Agricultura, Ernani Polo, entre outras autoridades. O objetivo da reunião foi entregar oficialmente as reivindicações das cadeiras do trigo, leite e arroz.

De acordo com o secretário Ernani Polo, o encontro visou iniciar uma mobilização para rever algumas regras do Mercosul. “Estamos unindo os três estados do Sul do Brasil para rever as regras do Mercosul. Hoje tem setores que estão sendo penalizados por essa regra. Vamos articular uma mobilização com envolvimento de deputados, senadores e também o Ministro, que está disposto a nos ajudar com isso”, informou após a reunião.

Visitas

Em visitas pelos estandes da Expodireto Cotrijal, o Ministro da Agricultura participou de uma atividade tipicamente gaúcha no estande do Banco do Brasil, onde foi recebido por representantes da empresa e funcionários. Na oportunidade, Blairo até dançou uma canção gaúcha com a senadora Ana Amélia Lemos. Posteriormente, a comitiva se deslocou até o estande da Stara S/A Indústria de Implementos Agrícolas. Neste ambiente, Blairo teve a oportunidade de conhecer as novidades da Stara junto do empresário e proprietário da indústria Gilson Trennepohl e demais representantes. O fim das visitas foi marcado por uma foto oficial em cima da plantadeira “Absoluta”, um dos destaques nesta edição da feira.

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