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Economia

Gás de cozinha subiu 17% em um ano

Autor: Caetano Bortolini Barreto

Após nova política de preços sancionada em 2017 pela Petrobras, o produto foi reajustado em porcentagem maior que a gasolina, inflação e projeção do PIB

Sancionada em junho de 2017, a nova política de preços da Petrobras para o gás líquido do petróleo (GLP) ainda causa discussões entre as famílias brasileiras. O valor do GLP, que antes era subsidiado pelo governo federal, agora é balizado pelo mercado internacional, uma variação que acabou sendo maior que muitos indicadores econômicos.

Os dados obtidos com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que o botijão de 13 kg de gás, o mesmo que as famílias usam em suas casas, era comercializado no Rio Grande do Sul pelo preço médio de R$ 57,09 em abril de 2017. Esse valor acabou avançando muito nos oito meses seguintes, aumentando 19,37% em dezembro do mesmo ano. Desde janeiro até o mês de abril de 2018, o preço caiu -0,80%, mas, mesmo com a queda, o gás de cozinha acumulou um aumento de 17% no período de um ano. O cálculo do preço médio foi ponderado de acordo com as vendas de combustíveis informadas pelas distribuidoras à ANP no ano de 2017, por meio do i-SIMP (Sistema de Informações de Movimentação de Produtos).

E ainda segundo a ANP, a gasolina comum, por exemplo, teve aumento de 15,69% no mesmo período. E conforme os índices do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é um dos indicadores da inflação, registrou média de 4,08% em abril de 2017, e em março de 2018 marcou 2,68%, uma queda acumulada de 34% em um ano. Em 2017, o IBGE registrou um crescimento no Produto Interno Bruto brasileiro em 1,0% em relação a 2016, após duas quedas consecutivas de quedas, e o relatório Focus, do Banco Central, projeta um crescimento de 2,78% de crescimento do PIB este ano. Se comparadas a evolução de cada indicador, conclui-se que o gás de cozinha teve um aumento mais significativo que a gasolina, a inflação e a projeção do crescimento da economia brasileira em geral.

Livre mercado internacional agora reflete na vida do brasileiro

Para José Vilanova Tonet, presidente do Sindicato das Empresas Distribuidoras, Comercializadores e Revendedoras de Gases em Geral do RS (Singásul), esse aumento, após a nova política da Petrobras, é considerado natural. “Essa é uma política nova de preços adotada pela Petrobras há mais de um ano. E segundo o Ministério de Minas e Energia, no mercado internacional, o GLP variou 22% de abril do ano passado a março deste ano. Então esse índice, se subiu no externo, também vai subir aqui, e vai ocorrer da mesma forma se o preço cair”, informou.

O presidente do Singásul reitera que o GLP, antes subsidiado, agora tem seu valor regulado pelo livre mercado, então mesmo que a Petrobras tenha anunciado duas quedas no valor este ano, não é esse fator que vai determinar o preço final do produto. “A última queda foi de R$ 1,03. Um valor desses, para ser aplicado entre a distribuidora, e a revendedora, acaba sendo um valor insignificante. Então, o que regula o preço hoje, além dos custos, é a disputa do mercado. Tem cidades onde o gás está R$ 100, e em outras o gás está em R$ 50. Existem variáveis muito diferentes, e em alguns o Ministério Público está investigando, correndo o risco de constatar o óbvio: que cada empresa é uma empresa, as revendas familiares e que optam pelo Simples Nacional tem custos menores, e empresas mais estruturadas têm custos maiores, e isso tudo tem que ser repassado ao consumidor”, refletiu.

“Essa é uma realidade que as pessoas vão ter que se acostumar”

Ainda conforme o dirigente do sindicato, o GLP tem um aumento relacionado ao consumo da população. O brasileiro hoje consome 2,120 kg de GLP por mês, em botijões de 13 kg. A Petrobras pratica um preço, pelo menos, 10% acima do mercado internacional para o gás residencial. Para o gás industrial, fica em torno de 30%. No Rio Grande do Sul, 55% do gás comercializado é domiciliar. Tonet lembra que o gás liquefeito de petróleo é uma commoditie comercializada na bolsa de mercadorias, igualmente com o que acontece com a soja e outros insumos, portanto, nivelado com uma realidade a qual o brasileiro não estava acostumado: “É importante fazer essas colocações, pois as pessoas acham que há uma mente maquiavélica tomando decisões em algum lugar, mas isso é mercado internacional. E vai funcionar assim, daqui pra frente não vai haver mais subsídios, essa é uma realidade que as pessoas vão ter que se acostumar”.

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