Região

Sindimáquinas volta a atuar em Não-Me-Toque

Autor: Alessandro Tavares
Sindimáquinas volta a atuar em Não-Me-Toque
Luiz Sérgio Machado é presidente do Sindimáquinas - Foto: Marcos Custódio/DM

Após perder cerca de 80% de sua abrangência no final de 2016, decisão da Justiça do Trabalho possibilita entidade a voltar a ter base sobre os trabalhadores das indústrias de Não-Me-Toque

O Sindimáquinas conseguiu na Justiça autorização para voltar a representar os trabalhadores das indústrias de máquinas agrícolas na cidade de Não-Me-Toque. A decisão, deste mês, julgou procedente em parte a ação movida pelo Sindimáquinas contra o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Não-Me-Toque.

O presidente do Sindimáquinas, Luiz Sérgio Machado, explica que, ao final do ano de 2016, com a carta sindical concedida ao sindicato criado naquela cidade, a base territorial do Sindimáquinas acabou ficando limitada, já que no entendimento inicial os trabalhadores do segmento passariam a ser representados pela nova entidade. “Em novembro de 2016, nós tomamos por surpresa a carta sindical para o Sindicato de Não-Me-Toque, que nos tirou aquela base de representatividade. Desde então, ingressamos na Justiça para pedir de volta a representação que havíamos perdido. Vínhamos brigando na Justiça para termos de volta a representatividade da cidade vizinha, já que a nossa base tinha se limitado somente a Carazinho”, comenta  Machado.

O sindicalista revela que, na base sindical do Sindimáquinas, se estima haver cerca de 4 mil trabalhadores nas indústrias de máquinas, tratores, motores e forjarias. Porém, é em Não-Me-Toque que estão localizadas as maiores empresas do segmento, representando cerca de 80% do volume de trabalhadores atrelados à base. Os outros 20% ficam   distribuídos entre trabalhadores de empresas de Carazinho, Espumoso, Tapera, Colorado, Selbach e outros.

Dos 4 mil trabalhadores  do segmento, se estima que três mil estão contratados por duas das maiores empresas do setor  em Não-Me-Toque. De acordo com Machado, quando a decisão do Ministério do Trabalho sobre a carta sindical em 2016 ocorreu, o Sindimáquinas tinha mais de 800 associados, e, com a decisão da Justiça do Trabalho de Carazinho, datada de 09 de  abril deste ano, já se iniciaram os contatos com os trabalhadores que atuam naquele município no sentido de informar que a entidade voltou a atuar na região. O sindicalista pondera que, mesmo sem a representatividade em Não-Me-Toque durante o ano que passou, o escritório do Sindimáquinas naquele município não chegou a ser fechado. “Com a Reforma Trabalhista, os trabalhadores perderam muito. Não há item em que o trabalhador é favorecido. O que ainda temos de trunfo na mão é a convenção coletiva, e nesta é que nós conseguimos garantir alguns direitos, comenta Machado, que explica que, com a Reforma, as rescisões de contratos podem ter as homologações sendo feitas nas próprias empresas, porém o sindicalista lembra que no caso da categoria, a convenção coletiva sinaliza que a rescisão só terá validade com a homologação do Sindicato. Machado destaca, ainda, que a legislação indica que o acordado prevalece sobre o legislado. 

Assembleia Geral e sustentabilidade financeira

Para esta quinta-feira (26), a categoria tem marcada sua primeira Assembleia Geral após a retomada da base. O ato acontece na sede do Sindimáquinas, na Avenida São Bento, onde serão deliberados assuntos como as reivindicações a serem encaminhadas para o sindicato patronal e debatida a sustentabilidade financeira da entidade. Machado antecipa que, sobre o dissídio da categoria, a discussão a ser sugerida na Assembleia é de que além da inflação oficial do período, que deve ser menor do que 2%, se pretende um aumento real na remuneração no setor na ordem de 2% a 2,5%. O piso inicial da categoria, hoje, é de R$ 1.300,00. Embora o segmento de máquinas agrícolas seja muito sazonal e influenciável por questões como preço de commodities, clima, insumos e mercado, nos últimos meses, as empresas do setor tem mantido um ritmo que é considerado de estabilidade e sem demissões, salvos casos pontuais.

Sem o desconto sindical, que foi suprimido pela Reforma Trabalhista, a Assembleia também pretende debater com os trabalhadores a forma da entidade se manter ativa. “Tivemos uma reunião na federação e há sindicatos que estão entrando na Justiça pedindo para que as empresas descontem este dia referente à contribuição, porém a reforma  deixa claro que o trabalhador é quem deve dar uma declaração às empresas,  autorizando a descontar um dia. Claro que este valor era importante, pois 60% deste dia vinha para o Sindicato, mas o importante agora é que com a reforma os sindicatos ainda é o que restou para defender o trabalhador, mesmo que a entidade precise encontrar meios de se financiar e manter as estruturas. A reforma não fará os  sindicatos morrer”, afirma Machado, que antecipa que o que deve ser debatido é uma espécie  de contribuição solidária entre os  trabalhadores do setor, independendo de ser associado ou não. Machado destaca que, além da estrutura de lazer aos trabalhadores, a assessoria técnica e jurídica que é ofertada, e que embasa as negociações salariais, também devem ser consideradas nos custos para a manutenção da entidade.

 

Comentários

Horários de Voos

Vôo Empresa Horários Destino (s) Frequência
VCP - PFB Azul 08:45:00 Passo Fundo segunda a sábado
VCP - PFB Azul 17:40:00 Passo Fundo segundas, terças, quartas, quintas, sextas e domin
VCP - PFB Azul 23:15:00 Passo Fundo segundas, terças, quartas, quintas, sextas e domin
VCP - PFB Azul 20:35:00 Passo Fundo sábados
PFB - VCP Azul 06:00:00 Campinas - SP todos os dias
PFB - VCP Azul 10:55:00 Campinas - SP todos os dias exceto aos domingos
PFB - VCP Azul 19:55:00 Campinas - SP todos os dias exceto aos sábados
FLN - PFB Azul 16:15:00 Passo Fundo Segundas, sextas e domingos
PFB - FLN Azul 18:20:00 Florianópolis Segundas, sextas e domingos

Matriz

Curta o Diário

(54)3316-4800Passo Fundo

(54)3329-9666Carazinho

  • Passo Fundo: (54) 9905-7864

    Carazinho: (54) 9959-5027