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Economia

O melhor mês do primeiro semestre

Autor: Édson Coltz
O melhor mês do primeiro semestre
Foto: Édson Coltz/DM

Com esse histórico e o cenário nacional mais propício às compras, lojistas esperam que a celebração da data mais sentimental do ano, o Dia das Mães, eleve a comercialização de produtos em até 9%

2015 e 2016 foram anos marcados pelo auge da crise no Brasil, influenciada, sobretudo, pela instabilidade política. Os reflexos foram muitos, com a queda nos investimentos, fechamento de empresas e, por consequência, com aumento do desemprego. Complementando o ciclo, o comércio passou a vender menos e contabilizou dois anos de retração no período que é considerado o melhor mês do primeiro semestre para o setor: maio, quando há o Dia das Mães, que tradicionalmente fica atrás apenas do Natal em comercialização.

Já em 2017, o cenário começou a melhorar e o comércio pôde comemorar um índice que, por menor que fosse, representava crescimento, calculado em 1,6% em relação a 2016. “Já foi um resultado positivo ano passado e acreditamos num resultado muito, muito melhor neste ano”, estima, otimista, a presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Passo Fundo (CDL), Carina Sobiesiak, ao vincular sua ideia a números registrados nos primeiros meses do ano, como o avanço no mercado de trabalho. “Houve uma diminuição na taxa de desemprego e, consequentemente, a renda familiar cresceu. A segurança das pessoas em gastar também aumentou, porque as pessoas estavam segurando o dinheiro, muitas vezes nem comprando nada ou apenas uma lembrança pequena. Isso gerou uma negativação no comércio. Mas, a expectativa agora é outra”.

A visão da presidente da CDL local está alinhada ao  levantamento realizado pelo Departamento de Economia da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), servindo como um espelho do varejo gaúcho. Para a entidade, a celebração do Dia das Mães em 13 de maio deve significar um crescimento médio das vendas em maio de 2018 cerca de 9% superior ao mesmo mês de 2017. Além disso, na comparação com abril deste ano, o incremento deve ser na casa dos 5%. “Com a retomada da economia e a melhora das condições para que os filhos possam presentear suas mães nesse ano, a FCDL-RS trabalha com uma previsão de que artigos de vestuário e calçados tenham suas vendas incrementadas em 22% diante de abril; móveis e eletrodomésticos tendem a crescer 16%; artigos pessoais e utilidades domésticas, 16%; artigos farmacêuticos, que inclui perfumaria, 6%; e produtos de informática, 5%”, projeta Vitor Augusto Koch, presidente da FCDL-RS, ao lembrar que o Dia das Mães é um impulsionador das vendas em maio, que se caracteriza como o melhor mês do primeiro semestre para a comercialização de produtos.

Para consolidar a perspectiva de crescimento, o presidente da FCDL-RS também aponta fatores como a recuperação do índice de empregabilidade no Rio Grande do Sul, que, cita ele, gerou 43 mil novos postos de trabalho formais nos primeiros meses de 2018. Também relaciona aos bons preços da safra agrícola, que vão gerar renda superior ao agronegócio e a queda da Selic, que leva as pessoas com hábitos mais poupadores a investir na aquisição de bens duráveis.

Investimento maior

Diante disso, o ticket médio esperado na aquisição de presentes tende a ficar na faixa de R$ 120,00 para compras feitas pelos adultos e R$ 38,00 para as crianças que irão presentear suas mães. “Estamos esperando um aumento do ticket em 11%, o que depende, claro, do que será escolhido para presentear”, diz Carina Sobieisak. Os maridos e filhos adultos tendem a concentrar suas compras em artigos de vestuário, calçados e produtos de uso doméstico, enquanto as crianças normalmente optam por produtos de perfumaria e cosméticos para as mamães.

No que se refere aos meios de pagamento, a FCDL-RS recomenda que os lojistas trabalhem com promoções que viabilizem uma quantidade maior de pagamentos à vista pelo consumidor. Outra alternativa é alavancar o crediário próprio das lojas, fugindo dos juros dos cartões de crédito e cheque especial. “É importante lembrar que vitrines tematizadas e promoções especiais são atrativos que podem influenciar de forma decisiva na compra. O consumidor médio está mais conservador do que em anos anteriores, fazendo com que a escolha do presente se concentre mais no preço do que na marca”, indica Vitor Augusto Koch.

Vendas em shopping

O setor de shopping centers também está otimista com o aumento das vendas para a data. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), 65% dos respondentes da pesquisa esperam um crescimento em vendas de até 20%, e 28,75% de até 5%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre as categorias de produtos, vestuário é a que mais se espera um crescimento nas vendas com 46,91% das respostas, seguida por calçados (16,05%) e perfumaria (12,35%). Em relação ao ticket médio, os resultados se dividem entre 47,56% que acreditam que o valor gasto no presente de dia das mães será entre R$ 50,00 e R$ 150,00, e outros 47,56% que acreditam que será acima de R$ 150,00.

Na medição regional, entre os participantes da pesquisa, 54,88% dos shoppings são da região Sudeste, 16,47% do Sul, 15,29% do Nordeste, 8,54% do Centro-Oeste e 4,82% da região Norte. Desse total, 65,85% ficam na capital e 34,15% no interior dos estados.

Desvinculado da política

As muitas e persistentes incertezas políticas brasileiras, que vêm de anos, impactaram e impactam negativamente em vários aspectos brasileiros, justificando em determinados casos a estagnação em investimentos. O outro lado/efeito pode ser a necessidade imposta por essa realidade ao setor econômico, que foi em busca de alternativas que não dependessem necessariamente dos governantes. Esse aspecto, acredita Sobiesiak, passou a ser observado com mais notoriedade a partir de 2017. “Não podemos deixar de lado a política, porque conforme o candidato que estiver no topo pode afetar o comportamento do consumidor, pode gerar uma retraída ou não. Mas, por enquanto, a economia está separada da política. Conseguiu se desvincular; de 2017 para cá houve essa separação”, registrou ela, ponderando, porém, que o ano ainda é muito incerto para projetar os resultados do setor.

Os primeiros dados consolidados do ano, no entanto, confirmam o avanço nas vendas.  “Temos o fechamento do primeiro trimestre, de janeiro a março. Em comparação ao ano de 2017, o varejo cresceu 3,7% no Brasil e o Rio Grande do Sul está na média, porque fizemos uma pesquisa com lojistas de Passo Fundo, tendo esse índice médio, realmente. Já dá um fôlego para o varejo”, finaliza.

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