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Falta de recursos impede pavimentação da Transbrasiliana

Autor: Matheus Moraes
Falta de recursos impede pavimentação da Transbrasiliana
Fotos Matheus Moraes / DM

Sem verba para o asfaltamento, DNIT contrata apenas serviços de manutenção para os quase 70 quilômetros entre Passo Fundo e Erechim. Pauta é reclamada há anos pela comunidade regional

São pouco menos de 70 quilômetros que impossibilitam que o motorista utilize a rodovia BR 153, também conhecida como Transbrasiliana, no trecho entre Passo Fundo e Erechim. A estrada de chão, que tem um longo histórico de busca por pavimentação, não apresenta condições suficientes para o tráfego de veículos. Com o tão sonhado asfalto, a rota seria uma válvula de escape da movimentada ERS 135, único acesso asfaltado disponível por quem deseja percorrer as duas maiores cidades do Norte gaúcho.

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que se manifestou por meio da Unidade Local de Vacaria, a pavimentação do trecho de 68,4 quilômetros depende, ainda, da captação de recursos pelo governo federal para a contratação do projeto de pavimentação através de processo licitatório. “Quanto a pavimentação do segmento, o DNIT desenvolveu o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), e solicitou a contratação do projeto para pavimentação”, diz o departamento, em nota.

Em março deste ano, reportagem veiculada pelo Jornal Diário da Manhã trazia que a expectativa de publicação da autorização de abertura de licitação do projeto era para este mês, segundo informações do DNIT. No entanto, dois meses após a publicação, a previsão acabou não sendo confirmada.

Em paralelo à pavimentação asfáltica do trajeto, o DNIT, por meio de uma empresa terceirizada, realiza serviços de manutenção e conservação da rodovia. De acordo com o Departamento, entre os quilômetros 53,7 e 122,1 é realizada a recomposição do revestimento primário; reconformação da plataforma; conservação e limpeza da faixa de domínio; conservação e limpeza das pontes e dos dispositivos de drenagem; além de melhorias na sinalização. “A manutenção e conservação da rodovia está a cargo de um contrato firmado entre o DNIT e a empresa. Ele prevê os serviços de manutenção e conservação adequados e necessários ao mantenimento das condição da rodovia, mesmo não pavimentada”, declara.

Ciente da espera pela pavimentação da rodovia, o DNIT salientou, ainda, que o único trecho que não obtém asfalto na Transbrasiliana enfrenta restrições de orçamento, “o que limita as ações à disponibilidade de recursos”, resume o departamento. Ao todo, a rodovia possui 4,35 mil quilômetros. Em extensão, ela é considerada a quarta maior do Brasil, com passagem pelos estados do Pará, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Estado, ela tem início em Aceguá, na proximidades da fronteira com o Uruguai.

“Sem asfalto não há condições de progredir”

Mesmo com a rodovia construída há cerca de 50 anos, a inutilidade dela, em razão da ausência asfáltica, segue como uma das principais pautas da região do Alto Uruguai e do Planalto Médio. O presidente do Sindicato Rural de Erechim, João Picolli, declara que, desde o início da “luta”, foi complicado seguir com o projeto de asfaltamento em razão da burocracia. No entanto, após idas a Brasília, chegada de aliados, entre outros fatores, o momento, agora, é de aguardar a decisão do governo federal para a liberação de recursos. “Estamos aguardando mas sem deixar de trabalhar e insistir. A população cobra bastante, mas não temos condições de dar uma resposta segura neste momento. Acreditamos que irá sair a obra. Seguimos mobilizados, na expectativa”, afirma.

Para ele, estar inserido no único trecho que a rodovia não é asfaltada significa no retardamento de avanços regionais. “Enquanto projeto, acreditamos que vai se desenvolver. A região do Alto Uruguai será mais desenvolvida com essa rodovia asfaltada. Estamos no caminho para o Centro do país. Um município sem asfalto não tem condições de progredir”, completa o presidente do Sindicato Rural de Erechim. Ele aborda, ainda, a necessidade de uma alternativa da ERS 135, a qual considera movimentada e com problemas que impossibilitam uma duplicação no trecho de Erechim a Passo Fundo.

“É uma vontade política de acontecer ou não”, diz presidente da Ampla

Todo esforço dos últimos anos para pressionar a pavimentação da rodovia foi expresso pelo presidente da Associação dos Municípios do Planalto (Ampla), e também prefeito de Vila Maria, Maico Serafini Betto, ao responder sobre a BR 153.

Com sensação de que tudo que estava ao alcance foi feito, ele declara que, agora, é aguardar pela obra. “É uma demanda que tratamos todos os anos. A maior demanda da região junto do Aeroporto de Passo Fundo. Neste momento só podemos aguardar, porque a pressão já foi feita. A demora é uma questão financeira do governo federal, mas também burocrática. É uma vontade política de acontecer ou não. O governo federal decide se tira do papel”, pontua.

Uma briga de anos

Em compasso de espera, o assunto já mobilizou dezenas de entidades e associações nos últimos anos. Até mesmo uma comissão executiva Pró-Conclusão da Obra da BR 153 foi criada. Entre os maiores líderes, a Universidade de Passo Fundo (UPF) – instituição que conta com alunos de toda a região -, coordenada pelo reitor José Carlos Carles de Souza. A pauta contou com o ingresso de diversas associações, visto o grande interesse da comunidade de diferentes municípios em tornar a pavimentação uma realidade.

Entre as entidades e instituições participantes, estão a Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau), Corede Produção e Norte, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e Missões (URI) de Erechim, Universidade de Passo Fundo (UPF), poder público municipal de Passo Fundo e de Erechim, Sindicato Rural de Erechim, Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agronegócios de Passo Fundo (Acisa), Câmara de Vereadores de Passo Fundo, entre outros.

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