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“Nasci de novo”, diz motorista de caminhão arremessado pelo vento

Autor: Matheus Moraes
“Nasci de novo”, diz motorista de caminhão arremessado pelo vento
Foto: Divulgação

Hospitalizado, Domingos Favretto conversou com o Jornal Diário da Manhã nessa quarta-feira (13) e relatou os momentos de tensão vividos durante os tornados entre Tapejara e Coxilha. Apesar do acontecimento, caminhoneiro busca se recuperar e prosseguir na profissão

De aniversário no último fim de semana, o tapejarense Domingos Favretto, de 57 anos, não esperava que comemoraria, pela segunda vez na semana, a data, na cama de um dos quartos do Hospital Santo Antônio, em Tapejara. “Eu brinco que fiz aniversário duas vezes nessa semana. Nasci de novo”, declara o caminhoneiro, que sobreviveu após seu caminhão ter sido arrastado até a lavoura. O incidente ocorreu na madrugada da última terça-feira (12), em razão dos tornados que ocorreram entre Coxilha e Tapejara.

O caminhão de Domingos foi um dos três que acabaram tombando no quilômetro nove da ERS 463 por causa dos ventos na região. O dele, no entanto, foi o único que saiu da pista e acabou na lavoura. Com peso de 14 toneladas, o caminhão tombou uma vez, foi levantado pela força do vento, rodopiou pela lavoura e tombou novamente. “Já vi comentários de que o caminhão pode estar parado, bater um vento e derrubá-lo. Mas o caminhão andando e fazer o que fez, nunca tinha visto”, declara o trabalhador, que sequer conseguiu parar sobre a pista quando percebeu o impacto dos ventos.

O trabalhador estava num comboio de três veículos de um frigorífico, que saiu de Tapejara e tinha Camargo como destino. Durante o trajeto de 101 quilômetros, os caminhões iriam passar por Coxilha, Passo Fundo, Vila Maria e Camargo. Há cinco anos trabalhando na boleia todos os dias, o caminhoneiro afirma que, apesar do acontecimento, deve seguir na profissão e recuperar seu caminhão, cujo possui seguro total. Hospitalizado desde terça-feira, o caminhoneiro está com diversos hematomas e uma fratura exposta na bacia. A reportagem do Jornal Diário da Manhã conversou com ele nessa quarta-feira (13). Confira a entrevista na íntegra:

Diário da Manhã - Qual a sua lembrança sobre o acidente?

Domingos Favretto – Foi questão de segundos. Quando começou a chuva até dar o vento. Na primeira vez que deu a ‘pegada’ de vento, deu uma balançada. Quando ele balançou, estava me recuperando de novo, quando deu outro vento muito forte. Aí aconteceu o primeiro tombo. Depois, o vento levantou ele. Acho que ele ficou um bom tempo no ar antes de bater no chão de novo. Foi aí que deu a pancada no chão e ele parou.

DM – E você bateu a cabeça? Se machucou?

D.F – Não bati a cabeça. Eu tenho muitas pancadas pelo corpo, levei muitas pancadas. Estou com uma fratura exposta. É uma fissura na bacia.

DM – Alguma vez, como caminhoneiro, achou que um caminhão poderia ser tombado pelos ventos?

D.F – Já vi comentários de que o caminhão pode estar parado, bater um vento e derrubar o caminhão. Mas o caminhão andando e fazer o que fez, nunca tinha visto.

DM – Qual o sentimento que fica depois desse grande susto?

D.F – [Risos]. Eu fiz aniversário duas vezes essa semana. Estava de aniversário no fim de semana e, agora, acredito que nasci de novo.

DM – Demorou muito tempo até ser socorrido?

D.F – Começou por meia noite e meia. Até conseguir sair do caminhão e chegar próximo da pista, demorei uns dez minutos. Meu colega veio me socorrer no caminhão. Depois, para conseguir socorro e ir para o Hospital, mais uns 30 minutos.

DM – Você havia acompanhado a previsão do tempo? Sabia da possibilidade de ventos fortes?

D.F – Se tinha o comentário que teriam fortes ventos. Mas a gente nunca espera que vamos passar por uma situação que passei naquela noite.

DM – Logo no início, pensou em parar em algum momento para esperar o tempo dar uma trégua?

D.F – Não deu tempo nem de parar em cima da pista. Quando começou, foi por questão de segundos, que aconteceu tudo isso.

DM – E o seu futuro? Pensa em seguir como caminhoneiro, apesar desse acontecimento?

D.F – Vou seguir. Não vou me desanimar por esse motivo. Acredito que meu caminhão tenha sido totalmente danificado, mas tenho seguro total dele. Vou recuperar ele. Pretendo continuar.

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