Economia

Inflação volta a subir e a preocupar

Autor: Caetano Bortolini Barreto
Inflação volta a subir e a preocupar
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Impulsionado pela greve dos caminhoneiros, alta do câmbio e reajuste da energia elétrica, índice IPCA cresce mais de 4,39% em 12 meses

A inflação fechou junho com alta de 1,26%, ficando bem acima da taxa de 0,4% registrada em maio. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é o maior desde janeiro de 2016, quando foi registrada alta de 1,27%. O índice de junho é relevante para a economia, pois avalia a movimentação do primeiro semestre, e o resultado desse ano é a maior alta de preços desde junho de 1995 (2,26%), quando o país ainda tentava se adaptar à então nova moeda brasileira, o Real.

Os resultados transparecem que 2018 tem sido mais oneroso para as famílias: o acumulado no ano (2,60%) ficou acima do registrado em igual período do ano passado (1,18%), e o acumulado dos últimos 12 meses subiu para 4,39%, quase o dobro do período anterior, quando indicou 2,86%. Embasando essa perspectiva, o levantamento expõe que os vilões desse mês foram os combustíveis (altas de 5,00% na gasolina e 4,22% no etanol), a habitação (que subiu 2,48%), e principalmente a energia elétrica, que despontou registrando 7,93%.

Preço de alimentos sobe

O grupo alimentação e bebidas foi o que mais influenciou o resultado, sendo responsável por 0,50 ponto percentual da composição da taxa no mês. As principais altas ficaram com o leite longa vida (15,63%), batata-branca (17%), frango inteiro (8,02%) e a farinha de trigo (6,368%). Para o economista e professor da Universidade de Passo Fundo, Julcemar Bruno Zilli, as paralisações de maio influenciaram esse quadro: “Partes dessa taxa da inflação está atrelada à greve dos motoristas, que fez com que o mercado se desabastecesse, e os preços dos produtos nas prateleiras acabaram por subir, principalmente os alimentos que tiveram uma alta significativa”, explicou.

O gás de cozinha, que também é balizado pelo seu valor no exterior, impactou no orçamento familiar em junho com aumento de 4,08%. Essa variação preconizou um fato pouco comum: o índice IPCA para quem se alimentou em casa (3,09%) foi muito maior de quem fez suas refeições em bares e restaurantes (0,17%). O mercado exterior também atuou no IPCA, segundo o economista. “As matérias-primas de alguns produtos que a gente compra e usa são provenientes do mercado externo. E nesse momento, como nós estamos com a nossa moeda desvalorizada, ou seja, o câmbio está alto, esse material entra no Brasil caro, e acaba influenciando no preço final dos produtos”.

Gasolina e energia elétrica impulsionam inflação

Com inflação de 2,48%, o grupo habitação foi atingido principalmente pela energia elétrica, que apresentou variação de 7,93%, contra 3,53% registrada em maio. E esse índice pode disparar em agosto, pois em julho passou a vigorar o aumento de mais de 20% da tarifa de luz no Rio Grande do Sul e mais quatro estados, além da permanência da bandeira tarifária vermelha, que mantém a cobrança de R$0,05 a cada quilowatt consumido.

Já nos transportes, as quedas de 5,66% no óleo diesel e de 2,05% nas passagens aéreas não conseguiram conter a inflação, que ficou em 1,58%, pressionada em grande parte pelos aumentos de 5,00% na gasolina e 4,22% no etanol.  Zilli considerou que as medidas do governo também interviram na inflação de junho: “Por mais que tivemos redução do óleo diesel, o valor do frete foi reajustado, e isso acabou sendo repassado para os preços finais dos produtos, automaticamente gerando inflação”, ponderou.

O professor de economia acredita que o IPCA de junho motivará ações do governo e de organizações econômicas do país: “Como a inflação começou a dar o ar da graça novamente, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decide a taxa de juros Selic, provavelmente essa taxa vá subir 0,25%, exatamente para segurar essa possível escalada dos preços que estamos percebendo”, opinou Zilli.

Comentários

Horários de Voos

Vôo Empresa Horários Destino (s) Frequência
VCP - PFB Azul 08:45:00 Passo Fundo segunda a sábado
VCP - PFB Azul 17:40:00 Passo Fundo segundas, terças, quartas, quintas, sextas e domin
VCP - PFB Azul 23:15:00 Passo Fundo segundas, terças, quartas, quintas, sextas e domin
VCP - PFB Azul 20:35:00 Passo Fundo sábados
PFB - VCP Azul 06:00:00 Campinas - SP todos os dias
PFB - VCP Azul 10:55:00 Campinas - SP todos os dias exceto aos domingos
PFB - VCP Azul 19:55:00 Campinas - SP todos os dias exceto aos sábados
FLN - PFB Azul 16:15:00 Passo Fundo Segundas, sextas e domingos
PFB - FLN Azul 18:20:00 Florianópolis Segundas, sextas e domingos

Matriz

Curta o Diário

(54)3316-4800Passo Fundo

(54)3329-9666Carazinho

  • Passo Fundo: (54) 9905-7864

    Carazinho: (54) 9959-5027