Cultura

Ler mais para escrever mais

Autor: Isabella Westphalen
Ler mais para escrever mais
Foto: Divulgação

Caracterizando a literatura como algo que faz parte de si mesma, como um membro fundamental, a jovem escritora Isadora Warken Flores encontra na leitura e na escrita um refúgio, porém, afirma nunca ter encontrado a história perfeita para contar

Dona de uma personalidade forte e decidida, Isadora Warken Flores parece ter mais do que 15 anos de idade. A jovem estudante é escritora, coisa de alma mesmo e afirma ter com a literatura um envolvimento íntimo, aonde busca sempre saber mais. Ler mais para escrever mais. “É algo que faz parte de mim como meu braço, ou minha perna. É muito difícil me ver sem um livro embaixo do braço ou um caderno onde rabisco minhas ideias”, conta Isadora, que hoje tem três livros de sua autoria postados em uma plataforma online.

Com 10 anos de idade foi que Isadora começou a escrever, após ter lido a série de livros “Percy Jackson”, que foi aonde se encantou pela história. “A partir disso comecei a escrever algumas coisas. Acho que o que me inspira a escrever é nada mais, nada menos, do que ler”, relata a estudante, que ressalta também que quanto mais lê histórias, dos mais variados tipos, mais sente vontade em despertar sentimentos nas pessoas. “Tenho vontade de fazer alguém sentir o que eu senti, chorar, rir, brigar com personagens e universos da minha autoria”, complementa a jovem, que apesar de ter suas histórias publicadas, nunca chegou a finalizá-los de fato, algo que caracteriza como uma síndrome, de sempre achar que não está bom o suficiente.

- Eu tenho umas três histórias no papel, que eu escrevo e quatro publicadas. A gama de histórias é alta, mas nunca achei a perfeita. Tenho sim vontade de publicar um livro, mas primeiro preciso finalizá-lo – diverte-se Isadora ao contar sobre como são suas histórias e também comenta que sabe das dificuldades de ser um escritor profissional no Brasil, e apesar de ter vontade de lançar um livro, pretende continuar escrevendo como um hobby e seguir outra profissão.

Incentivo

Em relação à Academia Carazinhense de Letras, Isadora considera uma boa iniciativa, porque acredita que muitas pessoas acabam deixando o sonho de escrever de lado por falta de apoio. “Tem gente que não entra no ramo da literatura por falta de incentivo e acaba perdendo grandes oportunidades”, salienta Isadora, que afirma ter o apoio e incentivo dentro de casa, da família.

Uma menina articulada nas palavras e com uma criatividade que lhe é peculiar, os três livros que Isadora tem publicados são: “Ouija – Tem alguém aí além de nós?”, “Livro de Receitas dos Monstros” e “A Herdeira das Águas”. Tive a oportunidade de ler uma parte do “Ouija” e, de fato, a maturidade da escrita de Isadora é admirável e surpreendente, certamente tem a ver com sua relação profunda com a literatura, que lhe permite explorar tantos universos e colocar isso para a leitura de terceiros.

“A valorização da literatura nunca será algum ruim. Ler, escrever e imaginar sempre trará algo benéfico para quem está envolvido, afinal, é um estímulo à criatividade e, por vezes, uma fuga do mundo real” - Isadora Warken Flores

Sensibilidade

Além de querer contar suas histórias, recentemente Isadora também achou uma nova maneira de usar sua sensibilidade para realizar uma ação de solidariedade. Está produzindo marca textos e comercializando para que a renda seja revertida para a Liga Feminina de Combate ao Câncer. “Se disponibilizar para ajudar o outro sempre será algo bom, é um ótimo meio para crescer e amadurecer. A felicidade de outra pessoa, vindo de algo que você fez, não tem preço”, diz a jovem.

Mala literária

Buscando incentivar a leitura na comunidade, a Biblioteca Municipal colocou em prática novamente o projeto da “Mala literária”, que tem o objetivo de disponibilizar livros nas empresas, proporcionando aos funcionários do comércio, que por vezes não têm tempo de frequentar a Biblioteca, a chance de ler bons livros.

Segundo o coordenador da Biblioteca, Lucio Martins Pinto, é a partir do perfil da empresa e de seu quadro de funcionários que cada mala é montada e que, no ano passado, conseguiram atingir 18 estabelecimentos. “Esse ano temos duas malas disponíveis, então o projeto pode estar acontecendo em duas empresas ao mesmo tempo. Em cada uma são colocados cerca de 30 livros, de diversos gêneros”, afirmou o coordenador, que também salienta que tem livros infantis, para que os funcionários que tem filhos possam levar para casa e interagir com eles de uma nova maneira.

O tema abordado no projeto este ano é “Quem aprende a amar os livros, tem a chave do conhecimento” e, de acordo com Pinto, trata-se de uma iniciativa importante, pois a leitura permite soltar a imaginação. “Além de auxiliar as pessoas, dar mais facilidade para escrever, falar, enfim. Através do conhecimento podemos encontrar meios de diminuir as desigualdades e encontrar soluções sociais justas”, ressaltou o coordenador.

 

 

 

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